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Perguntas Frequentes

Como parte da minha doença, tenho tosse seca e falta de ar regularmente - há uma maneira de distinguir esses sintomas dos de COVID-19?

Sim, o acompanhamento regular com o pneumologista é essencial nesse aspecto, pois o médico reconhece qual o seu padrão habitual de sintomas. Geralmente, há suspeita de infecção em caso de sintomas associados como febre, perda de olfato ou piora dos sintomas diários como falta de ar com menos esforço e aparecimento de catarro.

Quando devo me preocupar com a tosse?

É importante estar atento para o tempo de duração da tosse e a associação com outros sintomas. A tosse persistente, com duração maior do que 2 semanas, deve ser investigada. Principalmente, se for acompanhada por febre, perda de peso, falta de ar, engasgos, secreção ou dor de cabeça.

O que fazer com exames de radiografia e tomografia antigos?

As imagens do tórax representam um retrato e são um verdadeiro tesouro para o pneumologista! Procure guardar com cuidado seus exames antigos, em locais secos, longe de luz e umidade, para melhor conservação. Isso fica ainda mais fácil hoje em dia, já que a maior parte das clínicas grava o exame em CD.

O que é enfisema?

Os pulmões apresentam pequenos "sacos de ar" chamados alvéolos, que possuem elasticidade. Assim quando o ar entra na inspiração, a parede do alvéolo expande. Depois, há saída passiva de ar (a expiração) com o retorno do alvéolo ao seu tamanho original. No enfisema, há o dano à parede do alvéolo e dificuldade na expiração, o que resulta no aprisionamento de ar nos pulmões.

Sinto falta de ar para fazer tarefas simples do dia a dia. Isso é normal da idade ou pode ser DPOC?

Não é normal. Sentir cansaço ou falta de ar ao subir um lance de escadas, caminhar no mercado ou arrumar a casa não é apenas "sinal do envelhecimento". A DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) se desenvolve de forma lenta e esses pequenos desconfortos costumam ser os primeiros avisos do corpo. O exame de espirometria (o famoso "teste do sopro") pode esclarecer essa dúvida de forma simples e rápida.

Nunca fui fumante, mas meu marido fumava dentro de casa. Posso ter DPOC?

Sim. O fumo passivo, conviver por anos com a fumaça do cigarro de familiares, é uma causa muito comum de DPOC em mulheres. Além disso, a exposição prolongada à fumaça de fogão a lenha ou à poluição do ar também pode danificar os pulmões ao longo das décadas. Se você tem cansaço ou tossinha frequente, vale a pena investigar.

Já fumo há mais de 30 anos. Faz diferença parar de fumar depois dos 50 ou 60 anos?

Faz toda a diferença! O pulmão começa a se recuperar poucas semanas após o último cigarro. Parar de fumar em qualquer idade interrompe a destruição acelerada dos seus pulmões, melhora a circulação, reduz as crises de falta de ar e devolve a energia para você aproveitar momentos com a família e netos com mais qualidade.

A DPOC tem cura? Qual é o objetivo do tratamento?

A DPOC não tem cura, mas tem controle e tratamento muito eficazes. O objetivo principal é devolver sua autonomia e aliviar os sintomas. Com o uso correto de medicações inalatórias específicas, vacinação em dia e exercícios leves orientados, é perfeitamente possível recuperar o fôlego, evitar internações e ter uma vida ativa e independente.

Qual é a melhor forma de parar de fumar sem sofrer tanto com a ansiedade?

O segredo é não tentar passar por isso sozinha. A dependência da nicotina tem componentes químicos, comportamentais e emocionais. Com o acompanhamento de um pneumologista, é possível estabelecer um plano individualizado para lidar com os gatilhos que despertam a vontade de fumar e os sintomas da abstinência, tornando o processo seguro, mais leve e adequado ao seu momento de vida.

Usar cigarro eletrônico (vape) ajuda a parar de fumar?

Não. Os cigarros eletrônicos continuam entregando altas doses de nicotina, mantendo o vício ativo no cérebro. Além disso, eles contêm substâncias químicas tóxicas que causam graves lesões inflamatórias nos pulmões. Se você quer ficar livre da nicotina, entre em contato com a minha equipe.

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